segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A importância da mentalidade para a prosperidade



“Não existe o bom ou o mau; é o pensamento que os faz assim”.
                                                                                                              William Shakespeare
             Segundo o adágio popular: “Querer é poder” e o pensamento de Gandhi: “Pensamentos, levam a ações e as ações a realizações”, quando mentalizamos o que queremos desenvolvemos as capacidades necessárias para a realização dos nossos objetivos.
            E você? O que tem pensado? Será que os seus pensamentos estão proporcionais as suas realizações? Que tipo de pensamentos você tem tido, que impedem a concretização dos seus objetivos?
            Certamente, todos nós nos deparamos como interrogações dessa natureza, como as pessoas prósperas não foram diferentes. Que tipo de pensamentos passavam pela cabeça dos grandes cientistas, escritores, atores, dramaturgos, esportistas e anônimos antes da realização de seus intentos? Uma coisa é fato, as mentes prósperas antes de mais nada eram cientes do que almejavam e de que mais cedo ou mais tarde lograriam êxito em seus projetos de vida. Compreender a sua maneira de pensar poderá nos levar a entender a força da mentalidade próspera e a capacidade realizadora que temos.
            Pelo nosso sistema de crenças e valores somos educados a seguir padrões comportamentais preestabelecidos que nos enquadram a um tabuleiro social que, em muitos casos, limitam a nossa visão quanto as nossas potencialidades e nos faz crer que nascemos assim e morreremos assim. Os que não se adequam são postos a margem e, consequentemente, excluídos das ditas normalidades. Porém, seguir essas normalidades impostas não reproduzem os sinônimos de uma vida próspera e muitas dessas normatizações nos bloqueiam a prosperidade. Daí, dúvidas recorrentes nos envolvem: Como faço para alterar essas crenças e valores limitantes? O que ainda não fiz que se fizesse seria próspero? Ex:
Ø  Identificar as crenças limitantes
Ø  Não procrastinar
Ø  Estabelecer metas a curto, a médio e a longo prazo.
Ø  Experimentar atitudes e ações fortalecedoras
            Henry Ford, criador e idealizador do Ford T, afirmava que quando acreditamos que é possível ou que não é possível em ambas as formas, estamos corretos. Se é de acreditarmos em algo, por que não crer que é possível? Passar a conceber os pensamentos dessa forma exige, de cada um de nós, a compreensão do que realmente queremos. Desvelar o que queremos nos encaminha à prosperidade e nos leva a busca constante de autoconhecimento.
            Todas as realizações da História da Humanidade passaram por ideias e por crenças que viabilizaram os intentos de seus realizadores . Uma vez consolidado o queriam, esse realizadores, moveram ações resilientes e perseverantes quantos aos seus projetos de vida. Dai a prosperidade resulta da concatenação dos nossos pensamentos, como os nossas ações e com as mudanças de hábitos necessárias para uma mente próspera.
             
Afinal, no que você tem pensado? Você está próximo ou distante de ter prosperidade na sua vida? Que tipo de assunto você tem conversado? Que tipo de comportamentos tem as cinco pessoas mais próximas à você? Certamente, em algum momento da sua vida, você deve ter se feito essas indagações, mas diante delas, que respostas obtive? Está ciente de onde se está e para onde se que ir, tornam-se elementos necessários para a mudanças de paradigmas.
Somos fruto do que pensamos em relação aos nossos feitos e dos eventos que nos rodeiam. As pessoas prósperas encaram as variáveis da vida como oportunidades, os seus pensamentos são movidos pelos seus projetos de vida e os percalços, que ocorrem ao longo do caminho, são certificadores dos seus esforços . E você? Qual é o seu projeto de vida? Que desejos e que sonhos consomem o seus pensamentos e as suas ações?
Ter uma mentalidade próspera é o primeiro passo para a realização do nosso projeto de vida. Tomar consciência sobre o que pensamos do nosso projeto de vida é crucial para o início de uma reflexão sobre os nossos atos, sobre as nossas ações e sobre as nossas a mudanças diárias de mentalidade. A partir daí, temos a compreensão de onde estamos e do que precisamos fazer para enfim, desfrutarmos da prosperidade plena.  
     
             

A prosperidade é uma questão de hábitos



“Quando a alma está feliz, a prosperidade cresce, a saúde melhora, as amizades aumentam, enfim, o mundo fica de bem com você...! O mundo exterior reflete o universo interior”                                                                                                                               Mahatma Gandhi
Você já se viu refletindo sobre prosperidade? Que resposta obteve? Que elementos são necessários para conquistá-la? Interrogações como essas são constantes na vida de muitas pessoas, mas muitos destes não buscam respostas e poucos a respondem. E você? Busca responder as suas indagações sobre prosperidade ou se conforma com a condição que tem e não busca ser próspero?

Prosperidade é uma palavra de origem latina, vem de PROSPERARE “obter o que se deseja, ter sucesso”  e de PROSPERUS, afortunado. Sendo assim, prosperar significa conquistar o que se deseja, ser afortunado e, consequentemente, ter sucesso.
Uma vez compreendido o seu significado, é corriqueiro a típica indagação: Como faço para ter prosperidade na minha vida? O primeiro passo para adquirir a resposta a essa indagação é descobrir o que se quer e uma vez entendido o que se deseja, detectar os hábitos que nos mantem onde estamos e nos impedem de chegar onde almejamos.
Charles Duhigg, jornalista investigativo do New York Times, é auto do livro o Poder do Hábito analisa a estrutura dos hábitos humanos. O livro sustenta a tese que se tivermos consciência dos nossos hábitos, ou seja, a deixa, a rotina e a recompensa, poderemos manter o que motiva as nossas ações e o que ganhamos com as ações realizadas, apenas teremos autonomia quanto as rotinas que automatizam os hábitos, ou seja, poderemos alterar as rotinas para rotinas não danosas à vida.

            A estrutura do Hábito, analisado por Charles Duhigg, e composto pelo tripé gatilho, rotina e recompensa, porém o anseio é relevante nessa estrutura. Se levarmos em conta que o hábito é uma sequência de comportamentos que ocorrem de uma forma automática, podemos nos indagar: Quando os comportamentos tornam-se automatizados e quando não reflito sobre os ônus que um comportamento X ou Y pode proporciona a minha vida? Muitas dessas respostas são respondidas em nosso anseio de proteção, de conforto, de atenção e de preservação de vida.

            A gatilho do hábito é o disparo ou click que acionamos no cérebro seja através de sensações sinestésica, visuais, auditivas ou gustativas para iniciar a automação da rotina. Uma vez disparado o click escolhemos a rotina que nos encaminhará as recompensas.

            No estágio da rotina estamos no piloto automático na busca da recompensa, a repetição caracteriza as nossas ações observadas seja em atividades intelectuais, emocionais ou físicas. Neste estágio dos hábitos perdemos a racionalização dos movimentos tal e qual perdemos quando, após anos de prática de direção um motorista, diferente de um principiante, não mede os movimentos como se estivesse seguindo um manual de passo a passo, as suas ações ocorrem naturalmente sem muita reflexão, e sim com automação inconsciente.
           
Por fim, a recompensa, motivo maior dos anseios e das rotinas, o momento almejado e a justificativa de todos os hábitos. São pelas recompensas que automatizamos as nossas rotinas e disparamos um click em nosso cérebro aos sermos estimulados por sensações físicas, pelo paladar e pela audição. É nesse componente do hábito que identificamos o que queremos e, consequentemente, passamos a ter o poder de barganha quanto à alteração de nossas rotinas. Durante o estágio da recompensa identificamos os nossos hábitos e estabelecemos as pontes para novos hábitos.

Os hábitos que temos em nossas vidas são movidos por anseios que nos levam a gatilhos que, por sua vez, desenvolvem rotinas que nos proporcionam recompensas. Com a prosperidade não é diferente. Prosperamos quando desenvolvemos rotinas que agrega valor ao nosso projeto de vida e que nos impulsionam a continuar mesmos diante dos percalços, dos medos e das ansiedades.Olhando para as biografias de pessoas prósperas, sejam na ciência, na música, no cinema ou nos esportes todas elas tiveram seus hábitos condicionados aos seus objetivos desejados e ao tempo necessário de maturação dos seus intentos. Intentos esses, que eram recheados de resiliência e perseverança. Os seus projetos de vida prosperaram, porque os mesmos sabiam o que queriam e focaram em hábitos que agregavam valor aos seus intentos. A prosperidade os envolveu pelo simples fato de terem mantido ou mesmo adquiridos hábitos saudáveis que lhe proporcionaram recompensas significadas as suas vidas e a história da humanidade.   
          Com tudo, a prosperidade vem proporcional ao abandono de hábitos danosos e suas falsas recompensas e ao condicionamento a hábitos engrandecedores e as suas recompensas afortunadas.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Não perca tempo para ganhar tempo



A palavra tempo vem do latim tempus  e deriva do grego  témno,  que significa “cortar em pedaços”, “dividir”, ou seja, em sua epistemologia, já temos a proposta de divisão ou de fatiamento. Se o seu significado é dividir  ou mesmo fatiar, porquê o tempo virou sinônimo de pouco, de efêmero, de dinheiro,  de não tenho ou de quando eu tiver? Que propriedades ele possui para que ele seja tão diferente e ao mesmo tempo tão democrático? Que diferenças tiveram ou tem o tempo para pessoas como Steve Jobs, Walt Disney, Nelson Mandela ou qualquer um de nós? A resposta para muitas destas indagações, sobre o tempo, estão na compreensão, nas prioridades e nos objetivos que estabelecemos para as nossas vidas.
O tempo, nos moldes que conhecemos, é uma medida, genuinamente, humana, ou seja, para as demais espécies ou seres vivos não existe essa necessidade de metrificar os seus momentos, cada acontecimento está contido no ciclo universal das mudanças e, diferente dos homens, enquanto espécie, não sofre adjetivações, variações ou mesmo quantificação, tudo transcorre em um fluxo natural e instintivo. Porém, para os humanos, o mesmo tempo das demais espécies e seres vivos, tem  um dicionário de variações, muito embora, seja o mesmo, enquanto métrica, para cada um. E se é o mesmo, enquanto métrica para cada um, por que se tem a sensação que alguns desfrutam de mais tempo do que outros? Se somos seres vivos tal e qual aos demais, por que dispomos de tantas indagações para como o tempo?  Certamente, muitas das possíveis respostas estejam contidas  na indisposição de entender o que queremos e o que iremos fazer com o que conquistarmos.
Não perder tempo para ganhar tempo, nada mais é do que estabelecer objetivos sólidos e fixos para as nossas vidas. É estabelecer o que se quer e o quanto estamos dispostos a fazer para migrarmos de onde estamos para onde queremos ir. É acreditar que as horas dos dias, que dispomos, são poucas para as nossas realizações e o suficiente para sermos felizes.  Steve Jobs quando decidiu abandonar a faculdade e ingressar em um curso de serigrafia, estava muito ciente dos seus propósitos. Walt Disney quando idealizou o rato mais famoso do mundo, Mickey Mouse, tinha muito claro em suas convicções que deveria revolucionar a indústria de animações. Mesmo depois de vinte e sete anos de prisão, Nelson Mandela não deixou apagar, em seu ímpeto, o ideal que o levou a cadeia, a luta pelo fim do Aparthaid.
 Democraticamente, todos os citados, assim como outros não citados ou qualquer um de nós, desfrutaram e desfrutam de 24 horas em seus dias, por que alguns realizam as seus objetivos e outros não? Simplesmente, porque as grandes realizações, os grandes feitos e as grandes descobertas caminham na esteira do planejamento, das prioridades e do gerenciamento da divisão do tempo que a vida nos impõe.
Com tudo, ganhamos tempo, quando em vez de concentrar  forças em algo que não se encontra com os nós nossos objetivos, devemos focar nas metas que nos levarão a conquista do que almejamos. Com tempo ganho, nos sobra disposição, multiplicam-se as oportunidades e os problemas transformam-se em soluções para futuras conquistas.                   

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Quando abandonamos as lamentações, só nos resta mudar



Lamentar é diferente dos outros verbos, pois não propõe ação. Se analisarmos com calma outros verbos, como andar, cantar e lutar, teremos nas entrelinhas dos seus respectivos significados a ideia de movimento, de mudança de estado e de sensações que não se aplicam a lamentação. Se desmembrarmos a palavra lamentação, temos a ação de lamentar. Lamentar pressupõe fincar raízes naquilo que nos desapontou ou que pelo menos deveríamos ter feito, mas por outra decisão não fizemos. Em outras palavras, lamentar não propõe mudança, movimento ou sequer transformação e sim uma inércia sem fim.
Manter-se em inércia, diante das mudanças que temos que realizar em nossas vidas, nos impossibilita sair do estado indesejado para o estado que almejamos. Nenhum pré-requisito da lamentação nos desloca da inércia ao movimento necessário as mudanças, mas quanto  desapegamos das raízes que nos fincam aos motivos que lamentamos, o movimento em direção ao que desejamos, é a nossa única alternativa.
Mudança vem do latim MUTATIO, que se refere a “mudar de lugar”.  Mudar de lugar por si só dilui qualquer ideia de inércia ou mesmo lamentação. Quando estou decidido a mudar, já determinei para onde quero ir. Tendo para onde ir, os ventos oportunos ou mesmos as oportunidades tornam-se mais visíveis. Os romanos eram habituados a nomear os ventos que só seriam oportunos, se os navegadores soubessem para onde queriam ir. A palavra oportunidade nasce dessa compreensão. Se nos apropriarmos do hábito romano de nomear ventos em oportuno ou em inoportuno como uma boa metáfora para a vida, teremos em cada um de nós um navegador em nosso porto seguro a esperar a “opportunus”, ou seja, a oportunidade favorável, adequada ou desejada.
As oportunidades não surgem. Elas são criadas por nossa pré-disposição a mudar de lugar (“mutatio”)  e  por  nossa  pré- disposição a abandonar as lamentações que nos enraízam e nos impedem de navegar sob ventos oportunos ou ao menos de ser o que queremos ser.
Quando abandonamos as lamentações, só nos sobra a mudança. Abracemos esse movimento constante de oportunidade, presente em cada acontecimento das nossas vidas. Assim, os percalços, os obstáculos e as dificuldades encontradas em nossas biografias sofrerão uma metamorfose e tornar-se-ão ressignificações para a conquista dos nossos objetivos.