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Mestre Chico - 08/08/1908

Se pudesse descreve a admiração, a totalidade do horizonte, não bastaria, pois quando acredito que estou próximo do suficiente, mais incomensurável e distante de metrificar, fica Poderia ter sido mais um Francisco entre muitos Ribeiros ou um único Granja, porém escolheu a esteira da franquia, a vereda da sinceridade e a estrada espinhosa da honestidade. Quisera eu reverberar todos os seus ensinamentos indiretos Quimeras mil seriam ter um terço do reflexo dos seus ensinamentos. Se os livros não te preencheram, a sensibilidade de mundo te fez fonte inesgotável de sapiência. A aridez dos sentimentos te fez um dos mais sensíveis. A embriaguez da vida, te levou ao lúcido controle de si. A crueza da sinceridade, te dotou da transparência límpida dos homens de hombridade. A aplicação do vivido, creditou coerência ao teu discurso. A vitalidade dos 98 anos nos trouxe a triste sensação de que se foi cedo de mais. A finitude da sua vida é porto seguro a todas as minhas ações existenci...

O prelúdio do fim ou o início de alguma coisa?

Poderia ter sido mas um dia de ressaca pós-embriaguez de fim de ano, mais o dia 03 de janeiro, ficou marcado pela confirmação da fragilidade coletiva para boatos, bem como, a capacidade de parar uma cidade. O transtorno e a solidariedade vampira afloraram como semente em solo fértil. A hipocrisia da renovação natalina foi diluída pela sensação de insegurança e o “punir e vigiar”, representado pelas viaturas robusta do Ronda do quarteirão, deu lugar, ao sentimento de orfandade perene que nos acalenta no cotidiano alencarino. Por um instante, a profecia de Raul Seixas, quanto a Terra parar, seria possível. Se a Terra não parou, Fortaleza quase conseguiu. Será que a nossa capacidade de aglutinação tão banalizada e inutilizada durante as Copas do Mundo e o nosso espírito cooperativo tão reduzido a bandeirinhas de ornamentação futebolística, não poderia dá lugar a outros fins? Será, se todos nós, em um só corpo, resolvêssemos transtornar as estruturas ilógicas dessa sociedade excludente, c...

Quanta gente, quanta alegria, a felicidade está nos crediários das Casas Bahia

No dia 23 de novembro de 2011 o sonho do imaginário popular, ou melhor, do inconsciente coletivo do povo cearense, virou realidade. Embora, há mais de dez anos atrelado a publicidade comercial da programação das televisões locais do Ceará, as Casas Bahia já existiam em nossas cabeças, porém, não se localizava o endereço e a dúvida onírica embaralhava o nosso subconsciente, quanto à fronteira do existe ou não. O fato é, que embora não fizesse residência física em nenhum endereço alencarino, as Casas Bahia, residia no imaginário do cearense como o paraíso do consumo barato e do status da troca que não se assemelhava a nada que tínhamos por aqui. O interessante a observamos é que as palavras proféticas de Dinho, dos Mamonas Assassinas, quanto a moradia da felicidade residir nos crediários das Casas Bahia, faziam sentido ao analisarmos as fotografias da inauguração. Como em uma romaria a Meca islâmica ou qualquer outro lugar sacro do mundo judaico cristão contemporâneo as pessoas que se ...

A infeliz sina de ter carência de heróis

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Se tiver uma frase que melhor defina a essência do povo brasileiro, é a máxima de Dostoievski: “Infeliz do povo que tem carência de heróis”. A nossa síndrome de transferência de responsabilidade, a mania doentia, de sempre que possível recorrer ao jeitinho brasileiro e o nosso Estado ineficiente, justificam, bem como, alimentam a nossas carências de heróis, assim como, elege, sistematicamente, candidatos ao cargo. No dia 22 de julho de 2011, estreou nos cinemas brasileiros a produção cinematográfica que faz alusão ao maior assalto de banco da história do Brasil e o segundo do mundo. O que já se espera de uma direção típica de uma novela global, é um texto recheado de bordões clássicos que fazem graça com a desgraça, cortes previsíveis e um romance diabético, desses, que só exaltam os corpos despidos e desfocam da história geral. O que mais desconforta, é você se deparar com filas homéricas nos cinemas do Brasil, para assistir “O assalto do Banco Central” que traduzem, explicitamente, ...

Sociedade de Plástico

Nas últimas semanas do mês de abril, a indústria fonográfica do forró, dito, eletrônico se sentiu ofendida pela declaração do então secretário de cultura da Paraíba, o cantor e compositor, Chico César. Chico César, teria dito que a secretaria de cultura da Paraíba não iria destinar recurso a essa modalidade de forró, por atribuir a mesma, o título de plástico, além de, ter refletido sobre o sufocamento sofrido pelo forró tradicional proporcionado pelo monopólio fascista dos anti-democráticoS da indústria dos “jabás”. A declaração de Chico César, externa apenas a ponta do “ iceberg”. Se o forró eletrônico, de músicas pornográficas e de incentivo ao alcoolismo irresponsável, é considerado plástico, logo, descartável, imagine outros temas da sociedade. Quando olhamos para a moda, temos o velho tornando-se novo e o velho virou o sinônimo de moderno. O que falar dos ditos valores morais, que de morais não tem quase nada, preservam uma aparência que quando desvelados, externam um amorali...

O dois se fez um e cada um, é um doado ao outro

Nos extremos,nos aproximamos Na ausência, te tenho presente Na “saldade,” o gosto pela vida No gosto pela vida, o tempero do afeto Na construção do pós, temos um a priori Nas infinitas possibilidades, todas remetem a você Na angústia do não saber , o permitir aprofundar Nas interferências do nosso melhor viver, a teimosia que anseia, o fortalecimento da nossa congruência. No remar ao contrário do posto, o preço de algumas incompreensões. Na ansiedade, me faço sereno na busca do a posteriore. Na tua pura inocência , vejo a serena experiência do certo a fazer Na discórdia dos pensamentos ,a síntese que nos faz melhores No incômodo das regras incestuosas umbilicais, o seu diferencial Nas insistências nostálgicas, a prisão diante do novo ,porém, o referencial de norteamento. Nos defeitos, a motivação que me fazer melhor, nas qualidades, um poço de renovação e a certeza que o amor é possível, embora fora de moda No acúmulos dos anos, o desnudamento dos nossos segredos, o pos...

Trezentos e setenta e cinco dias vezes três.

O tempo como refém, insiste em nos curvar a noção de espaço e quantidade. Mas em você, a temporalidade se perde no teu sorriso No calor das tuas carícias, me reporto ao conforto do ventre materno Nas angústias, o dois se faz um e cada um é um doado ao outro Na efêmera sensação do agora, me eternizo nos segundos ao teu lado Nas dúvidas e nos receios, me perco na certeza da cumplicidade dos nossos momentos No agora, insisto em sentir o depois No pouco, saceio o excesso Enquanto muito, me parece tão pouco Nos anos a sensação de todos os outros em um só Os dias, como semanas e os meses como segundos felizes O eu te amo, não nas articulações faciais, mas nas pequenas atitudes. O Hoje vivido no ontem e o ontem no amanhã das memórias dos 1095 dias, que como leme, é práxis nas nossas vidas e nos norteia, ao infinito! Na celestial magnitude do teu reinado, me faço de servo a rei. Na subtração das nossas diferenças, somamos muitas semelhanças Por fim, chego ao começo, onde do silê...