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Saindo da zona de conforto

O conforto pode parecer seguro, porém com ele, é quase que inevitável o desleixo e a autoconfiança. Sair da zona de conforto é se permitir o inevitável e o improvável. É sair da aparência e se deparar com o espanto. O século XX deixou a humanidade com impressão que os extremos levam a guerra e o hedonismo, prazer extremo e ausência de dor, do século XXI, irá nos levar para onde? Pode parecer pessimismo ou desesperança, mas o fato é, estamos caminhando para o caos ou sem muitas delongas, já estamos nele, patologicamente normalizados com tudo que até pouco tempo, era taxado de absurdo. O papo altruísta que inspiravam gerações, seja por Gandhi ou cantada por Lennon, ficou fora de moda. A regra agora é cada um por si e todos por seus objetivos particulares. Se os heróis morreram de overdose e os inimigos estão no poder, que papel cabe a cada um nós? Esperar o inevitável, professar filosofias vãs de promessas incertas, como se fossem certas ou retroceder a aquilo que nos humaniza, o espír...

Por que dormimos nas Igrejas e somos induzidos a preferir falar de sexo?

Somos todos convidados a dormir nas igrejas pelos simples fatos que por lá, se diz muito, se explicar pouco e os dogmas transformam, sem muitas dificuldades, as mensagens bíblicas, atemporais, em discursos rotineiros e enfadonhos que condenam e nos fazem assumir culpas que não temos. Se estendermos as discussões para outros patamares, temos a mercantilização das interpretações daquilo que se chama de palavra de Deus, a espetacularização das homílias que desfocam e fortalecem o marketing de hoje, pequena empresa, no futuro, grande negócio. Se não bastasse tudo, a síndrome da prosperidade pentecostal salvacionista, ou seja, siga as dicas ditatoriais, desfaçadas de livre arbítrio, doe de coração e prospere. A preferência quase que unânime das pessoas por sexo ou coisas ditas mundanas do que pelos bordões do tipo, a bíblia disse, que as Igrejas impõem, está intimamente associada à maneira jesuítica punitiva que aprendemos a lhe dá com o corpo. É mais do que sabido, que as pulsões sexuais...

17/04/2004 – A minha epifania

No crepúsculo de uma sexta-feira de outubro, em meio à multidão dos milhares, em uma parte, fiz meu todo. Ao som das melodias do festival não pude prescrever o que descreveria, em alguns meses, o sinônimo de felicidade plena. A dúvida, a curiosidade e o inexplicável permearam a minha compreensão, travaram minhas ações e puseram em xeque, a minha descrença quanto encontrar alguém que me fizesse feliz Mesmo intrigado e temeroso, busquei uma aproximação. Fazendo uso de uma amizade em comum, o contato telefônico foi inevitável. Mensagens enigmáticas instigavam a nossa vontade de marcar o primeiro encontro. Sob os olhos do teatro o idílio se fez e mesmo após um mês, que me vê, sabe que te encontrei. Um ano após o outro os laços se consolidarão, a paixão virou amor, os objetivos se focaram a um bem comum e dois se fez um. Já se passaram seis anos, parece segundos, a alegria e a felicidade de compartilhar os momentos bons e ruins, fortalecem a vontade de ficar junto para o resto da vida...

A terra que tudo pode e nada é proibido

              Em algum lugar ou lugar algum existe a terra do Tudo pode e nada é proibido. Lá, aos que chegam lhe é assegurado o desfrute de ser como se quer e como se pode, e aos que já estão a dura sina de continuar a ser ou simplesmente fingir ser o que não é. Nessa terra, vive o Bobo bondoso, o Franco, o Cala e consente, porém, dois habitantes tem destaque, os irmãos siameses: Mau Caráter e Inconsequente. O Mau Caráter e o Inconsequente revezam os dias em ludibriar o Bobo bondoso, dono de uma risada larga e sorriso bajulador; irritar o Franco em sua astuta hipocrisia e síndrome de coitadinho; além de ter de Cala e consente a cumplicidade inconsciente para as inconsequências e contradições.                No alvorecer dos jardins de Tudo Pode e nada é proibido, Mau caráter e Inconsequente desfilam com descontração, simpatia e bajulações. Bobo Bondoso...

Trabalhos Unificados: Uma alternativa interdisciplinar que faz uso da tecnologia na educação

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Universidade Kurios Mestrado em Ciência da Educação Disciplina: EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA Aluno: KILDERY AMORIM MACIEL Trabalhos Unificados: Uma alternativa interdisciplinar que faz uso da tecnologia na educação · 1. PROBLEMATIZAÇÃO O uso das novas tecnologias tem se tornado uma das maiores necessidades nas práticas docentes. O grande avanço sistemático de linguagens interativas, simultâneas e interdisciplinares tem permeado o universo dos jovens do século XXI. As aulas expositivas, os trabalhos escritos e algumas práticas tradicionais tornaram-se reféns de novas ferramentas práticas e informatizadas que simplificam os esforços de aprendizagem dos alunos a cópias, a recortes ou a CONTROL “C” e CONTROL “V”. A não adequação a essas novas exigências dessa sociedade tecnológica tem levado os educadores a refletir sobre os motivos que levam as estatísticas escolares a números tão negativos de aprovação e desinteresse. Diante do quadro exposto, há um pouco...