Poderia ter sido mas um dia de ressaca pós-embriaguez de fim de ano, mais o dia 03 de janeiro, ficou marcado pela confirmação da fragilidade coletiva para boatos, bem como, a capacidade de parar uma cidade. O transtorno e a solidariedade vampira afloraram como semente em solo fértil. A hipocrisia da renovação natalina foi diluída pela sensação de insegurança e o “punir e vigiar”, representado pelas viaturas robusta do Ronda do quarteirão, deu lugar, ao sentimento de orfandade perene que nos acalenta no cotidiano alencarino. Por um instante, a profecia de Raul Seixas, quanto a Terra parar, seria possível. Se a Terra não parou, Fortaleza quase conseguiu. Será que a nossa capacidade de aglutinação tão banalizada e inutilizada durante as Copas do Mundo e o nosso espírito cooperativo tão reduzido a bandeirinhas de ornamentação futebolística, não poderia dá lugar a outros fins? Será, se todos nós, em um só corpo, resolvêssemos transtornar as estruturas ilógicas dessa sociedade excludente, c...